sábado, 15 de dezembro de 2012

Ministério de música no tempo do advento

O novo ano na Igreja já começou! Bom início de ano é sempre tempo de novidades, expectativas, etc. Todos nutrimos dentro de nós novamente a esperança, aquele “ vai dar certo” lá do fundo do coração .

A nossa Igreja Católica é muito sábia, por isso o ano litúrgico não obedece o calendário comum colocando como inicio de um novo ano a preparação para a chegada daquele que é a esperança, daquele que faz de verdade as coisas darem certo. A chegada do ADVENTO marca o início do novo ano litúrgico.


Advento é um tempo litúrgico que tem a duração de 4 semanas que nos prepara o natal, “o verbo se fez carne e habitou entre nós Jo 1,14”

Nas duas primeiras semanas somos convidados pela liturgia a: vigiar e esperar a vinda do Senhor. “ Ele virá e não tardará”, é promessa, o Senhor voltará em honra e glória para julgar o céu e a terra. Nas outras duas semanas seguintes temos uma preparação mais acentuada para o natal, “E o verbo se fez carne e habitou entre nós” Jo 1,14, onde vamos vendo detalhes das profecias, as leituras da Santa Missa vai nos introduzindo na alegria do nascimento de Jesus.

Diz o diretório da liturgia que o tempo do advento deve ser celebrado com sobriedade e discreta alegria, não se canta o glória, para que no natal possamos nos unir aos anjos entoando esse hino para celebrar a chegada do Senhor, por isso também as flores e os instrumentos sejam usados com moderação.

O uso dos instrumentos com moderação não quer dizer que temos que retirar instrumentos da missa, mas usá-los com adequadamente.Na bateria talvez usar “vassourinhas” ou baquetas acústicas ao invés de baquetas normais, diminuir a intensidade na hora de tocar, a guitarra seria interessante substituir por violão, arranjos mais simples, as vozes bem harmoniosas, a intensidade de som na igreja ser bem moderada, levando o povo a um tempo de esperança, alegria, mas também conversão.

Se você perceber que há músicos que não estão preparados para tocar nesse tempo, não condene, pois talvez por falta de conhecimento, estudo, ( o que não é vergonha e não diminui ninguém), não tiveram a oportunidade de aprender. Então o melhor a se fazer, é melhor retirar alguns instrumentos. Substituir a bateria pelo ”caron” ou “cajón”, se mesmo assirm não der certo, então é melhor fazer um pequeno coro acompanhados pelo violão e pelo teclado.


Por André Florêncio

http://www.cancaonova.com/cnova/ministerio/temp/inf_txt.php?id=2337

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Jesus, eu confio em Vós


Ouvir uma boa palavra faz toda diferença na nossa vida, pois nos sentimos encorajados, alegres, entusiasmados e dispostos. Mas quando o contrário acontece, a palavra gera em nós um estrago. Por isso dos nossos lábios precisam brotar sempre boas palavras, capazes de edificar quem as ouve.
O Evangelho narra que um centurião romano tinha um servo doente e que sofria muito, por isso foi ao encontro de Jesus para Lhe pedir que curasse seu servo. Quando Jesus disse que iria até a casa dele para curá-lo, o oficial exclamou: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado” (Mt 8,8).
Uma só palavra de Jesus foi suficiente para salvar da morte o servo do centurião. A nossa palavra, na vida das pessoas, deve gerar vida, ressurreição, cura e libertação a exemplo do nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo.
Obrigada, Senhor, porque tens palavras de vida eterna.
Jesus, eu confio em Vós.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Série: Músicos de Deus

  

Quero refletir com vocês alguns princípios citados pelo beato João Paulo II, os quais precisamos observar para viver bem a liturgia da Igreja. Todos sabem que existem vários ritmos de músicas e cada um destes se adequam a um respectivo ambiente. Música para um momento de lazer, ritmos para descansarmos e também há um ritmo próprio para as celebrações litúrgicas. O beato João Paulo II, citando o parágrafo 112 da Constituição Conciliar sobre a Sagrada Liturgia, Sacrosanctum Concilium, afirma que as ações litúrgicas possuem, como finalidade, a glória de Deus e a santificação dos fiéis na santidade de Cristo, por isso ela possui um poder extraordinário.

Muitos homens de Deus testemunham sua conversão, seu encontro pessoal com o Senhor por meio da música litúrgica. Um destes foi Santo Agostinho. Em sua obra "Confissões", ele descreve sua experiência com Deus por meio dos hinos e canções no momento do seu batismo; o santo afirma que foi tomado por um sentimento de santidade quando ouvia os ritmos.

Quanto aos instrumentos musicais, os critérios que os Documentos da Igreja nos oferecem exigem que estes estejam adaptados ou sejam adaptáveis ao uso sacro, correspondendo à dignidade do templo, podendo sustentar o canto dos fiéis e favorecendo a sua edificação. Portanto, o momento da liturgia não é de espetáculo, de ensaio, nem é lugar para que os músicos fiquem aparecendo. A finalidade é a glória de Deus e a edificação dos fiéis. 


Padre Wagner Ferreira


 http://www.cancaonova.com/cnova/ministerio/temp/inf_txt.php?id=2306

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Requiescat in Pace

O padre Rufus Pereira faleceu na madrugada dessa quarta-feira, 2, de uma parada cardíaca durante o sono. A informação foi divulgada hoje pela secretária do sacerdote, Érika Gibello.

O sacerdote estava em sua residência em Londres, na Inglaterra, durante esta semana e aparentava estar bem, segundo divulgou a Irmã Kelly Patrícia, do Instituto Hesed, em suas redes sociais. A religiosa esteve com ele no último sábado, 28, e disse que ele "estava radiante, muito feliz".  

O corpo de padre Rufus permanecerá na Inglaterra até que terminem os preparativos para levá-lo à Índia, onde será sepultado. A data ainda não foi divulgada.

Padre Rufus que completaria 79 anos, neste domingo, 6, era conhecido no mundo todo por seu ministério de exorcismo. Ele foi vice-presidente da Associação Internacional dos Exorcistas e iniciou a Associação Internacional para o ministério de libertação. Ele esteve várias vezes na sede da Comunidade Canção Nova. 

Biografia

Padre Rufus é sacerdote na Arquidiocese de Bombaim, Índia. Estudou Filosofia, Teologia e Sagrada Escritura em Roma, onde foi também ordenado em 1956. É doutorado em Teologia Bíblica.

Durante vários anos serviu como diretor de quatro escolas secundárias em Mumbai. Além de pregador de retiros, conferencista e professor de Bíblia, ele é também editor da Revista Nacional Carismática da India “Charisindia”. É professor de Sagrada Escritura em cursos de pós-graduação em vários Institutos Teológicos Pontifícios.

É também presidente da Associação Internacional para o Ministério de Libertação e vice-presidente da Associação Internacional de Exorcistas. Publicou numerosos artigos bíblicos e teológicos, especialmente, sobre evangelização e cura.

Conheceu a Renovação Carismática Católica (RCC), em 1972, logo quando esse movimento eclesial teve início na Índia. Foi designado pelo Arcebispo Cardeal Gracias para se dedicar exclusivamente a esse movimento. Desde então atua pregando em encontros, retiros e missões por todo o seu país e também pela Ásia, África, Europa e em alguns lugares na América Latina, como o Brasil, onde esteve várias vezes, inclusive na Comunidade Canção Nova.

Padre Rufus também é diretor do Instituto Bíblico Carismático Católico. Foi recentemente integrado ao International Catholic Charismatic Renewal Services (ICCRS), em Roma, como o responsável mundial pelo ministério de cura e libertação.

quinta-feira, 29 de março de 2012

"Conversão, ainda é tempo"


É impossível tentar explicar o amor de Deus, pois Ele é soberano, onipotente, onipresente e onisciente. E afinal de conta nossa limitação e fraqueza nos impedem de entender tal sentimento de um Deus perfeito.
   Desde o princípio da criação, temos grandes e complexas dúvidas a respeito de como tudo foi criado. Toda a sabedoria, inteligência e perfeição de como tudo foi feito. Apesar de tudo que existe, Deus quis criar o homem a sua imagem e semelhança, para que vivessem em profunda harmonia.
   Nem sempre as coisas acontecem da melhor maneira, ou seja, de acordo com a vontade do Pai, pois nós, na nossa pequenez queremos fazer o que bem entendemos. Dessa forma acabamos pecando, fracassando e nos afundando cada vez mais, por pura desobediência.
   Entretanto, a misericórdia infinita de Deus supera tudo isso, Ele nos apresenta a sua vontade e nos pede para segui-la, mas, também, nos deixa na liberdade de seguir o caminho que quisermos.
   E, a cada queda, temos a oportunidade de repensar nossas atitudes, arrepender dos nossos pecados e voltar mais uma vez ao primeiro e único amor. São essas fraquezas do dia-a-dia que nos amadurecem, e nos faz reconhecer que Deus é Deus, que precisamos d’Ele a cada segundo e que não somos nada sem a presença curadora d’Ele.
   Tal amor se resume em Deus ter nos dado o seu único filho, crucificado e chagado pela remissão dos nossos pecados e culpas.
   Portanto, aproveitemos este finalzinho de quaresma, tempo de conversão, para mudar as nossas atitudes que não convém com os mandamentos de Deus e que não nos deixa amar profundamente nossos irmãos. Aproveitemos para fazer uma análise de nossas vidas. 
   A próxima semana, chamada de Semana Santa, na qual Jesus sofreu todas as dores, físicas e espirituais, será nossa grande oportunidade de nos ferir, nos chagar, nos humilhar... Para que no domingo de Páscoa, o domingo da ressurreição, possamos levantar com Jesus... Levantar das nossas dores, sofrimentos, reclamações, que possamos verdadeiramente ressuscitar nossos melhores sentimentos junto com o Cristo.
   Que Deus nos abençoe, e prepare nosso coração, para vivermos uma semana santa abençoada e uma Santa Páscoa!

terça-feira, 6 de março de 2012

É tempo de metanóia!

Pe. Cleverson F. S. Pinheiro
Metanóia é uma palavra grega que significa, entre muitos significados, conversão. Durante quarenta dias de resistência às tentações de Satanás, o cristão é chamado à mudança de vida.  A palavra de Deus é a referência para a conversão radical do pecador que se realiza paulatinamente. Essa palavra, viva e eficaz, é capaz de fazer brotar a vida de onde menos se espera. Os convertidos explicitamente apresentados nos relatos bíblicos receberam uma nova vida a partir da metanóia. 
 
Olhando para os homens de ontem, ainda hoje é possível perceber homens que desejam fazer uma experiência sincera de conversão. Entretanto, desde sempre, o homem, desnorteado pelas suas carências, busca preencher o vazio interior com escolhas erradas, não conseguindo encontrar em lugares obscuros a razão de sua felicidade: o criador. Deus não abandona a sua criatura. É ela que, contaminada por desejos maldosos, afasta-se de seu criador. 
 
Há uma gama de homens e mulheres, no contexto bíblico, que entraram nesse processo de metanóia. Uma figura exemplar é Paulo. Depois de muitos conflitos com os cristãos passa de perseguidor a perseguido. Sua experiência com o ressuscitado, a caminho de Damasco, converteu Saulo em Paulo, um homem de Deus, apaixonado por Jesus Cristo. Ele renunciou a sua vida velha assumindo o homem novo, segundo o Espírito Santo. 
 
Paulo pregou a metanóia, pois evangelizava em território grego. A sua pregação surtiu efeito e muitos se converteram a Jesus Cristo. Isso prova que quando existe abertura no coração humano para acolher a Palavra de Deus, uma transformação na vida do envolvido por ela acontece sem limites. 
 
O tempo de metanóia não passou, está apenas começando. A Quaresma é um período em que as práticas penitenciais são intensificadas.  As leituras bíblicas que iluminam esse tempo fazem a pessoa compreender que o caminho que leva ao encontro com o ressuscitado é aquele realizado pela renúncia e desapego. Portanto, é seguindo esse caminho que o espírito humano vai se purificando das paixões desordenadas e, consequentemente, inclina-se para Deus fim último das aspirações humanas.

Pe. Cleverson F. S. Pinheiro

segunda-feira, 5 de março de 2012

Padre Cleverson com os universitários

ATENTO E AGRACIADO PELO ESPIRÍTO SANTO, PADRE CLEVERSON, ACOLHEU E CONVERSOU COM UNIVERSITÁRIOS DA FUNCESI E UNIFEI, DEPOIS DA SANTA MISSA DAS 18h00, NA IGREJA SÃO GERALDO MAJELA. 04-03-2012

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Uma obra de DEUS e para DEUS!

Infelizmente existem os que nos difamam, não torcem, não acreditam em nós JUNTOS, tanto é que uns vivem querendo de alguma forma indireta ou direta nos desfalcar, eles chamam uns de nós daqui, outros dali e ressaltam que se sairmos de onde o Pai nos colocou, o retorno que teremos é o melhor possível sendo eles: ser conhecido mais que os outros, fazer sucesso e é claro ter lucro financeiramente no futuro, pois bem, hoje iremos esclarecer de uma vez por todas qual é a vontade que acreditamos que Deus tem sobre o Ministério Louvar-te. 
 Primeiramente, nós acreditamos que as atitudes dessas pessoas de fora em nos desestabilizar acontecem porque de fato a vontade dessas pessoas não é a mesma da nossa. FATO.
Toda obra de Deus o foco não é aparecer, ter sucesso, obter lucro financeiramente e muito menos ser reconhecido por ser o melhor, por fazer melhor e SIM por mudar vidas mostrando quem é Deus, que Ele é quem faz a infinita misericórdia que Ele tem, o quão maravilhoso Ele é e que todos podem ter acesso a Ele basta querer, basta dar o livre acesso.

Nosso fundador foi Deus, o Louvar-te existe tem muitos anos, antes coral, mas hoje pela graça de Deus se tornou um Ministério que age conforme a vontade do Pai, e que por essa total entrega a Deus consegue curar e libertar vidas através da música ungida.
O ministério sempre obteve a essência de Louvar, tanto pelo nome que tem, e quanto a nossa vida, buscamos todos os dias ser um eterno louvor a Deus.

Toda obra que verdadeiramente é feita pelas mãos de Deus aqui na terra, o real e verdadeiro propósito é trabalhar na função na busca de almas para Ele, resgatando-as e salvando-as, somente.
Afinal o dom que possuímos deve ser usado para Deus, para fazermos aqui na terra o que Ele faz no céu, fazer o bem, ajudar os que precisam dar a vida pelo outro, cuidar daqueles que precisa de cuidado e ser misericordioso com a vida das pessoas.
A proposta que Ele nos fez foi a seguinte: "Levai A minha palavra através da música."
Deus fala com todos os teus filhos pela palavra e pelos irmãos, Ele não nos deu dons para outros fins senão usá-los para o bem e isso não cabe só ao Ministério Louvar-te, mas sim, para você seja qual for seu ministério, Lembre-se: Assim como a cada vez que o sol se põe e nasce noutro lugar, Deus age em nossa vida consecutivamente e a cada vez que caímos, acreditamos e mudamos, Ele sempre continua conosco, usando-nos e nos dano forças, aliás, nem mesmo caídos Ele nos deixa, mas para sentirmos isso temos de mudar e acreditar, enfim Deus não derrama dom algum que não seja com o intuito de curar, mudar, libertar e fazer o bem. 
 Nós, Louvar-te's reconhecemos que não somos nada e nada temos, somos inteiramente e verdadeiramente dependentes de Deus, não temos som propriamente nosso, vivemos com nossos instrumentos e voz, "aonde Deus mandar, nós iremos" pois temos o mais importante que é o dom e a misericórdia d'Ele por nós. É Ele quem nos põe de pé e pedimos todos os dias à graça de trabalharmos sempre conscientes de que é Ele quem age e faz, o único retorno que esperamos é ter certeza que estamos fazendo o que verdadeiramente Deus quer exercendo nossos dons para que mais almas sejam salvas em nome de Jesus.
 
Aí está o único propósito de Deus quando quis que o Louvar-te fosse criado. A cada um de nós Ele escolheu a dedos, com muito cuidado e cautela. Por isso: LOUVAR-TE, só temos que louvar e agradecer a Deus por mesmo diante das nossas dificuldades, das nossas fraquezas, e dos nossos tantos pecados, Ele nos escolheu, nos juntou e nos capacitou, para sermos verdadeiros instrumentos do céu.
Que você que leu este texto, possa também assumir sua vocação, possa dar seu sim a Deus, e deixar que Ele te molde e te faça um (a) servo (a) fiel.
Deus não escolhe anjos nem santos, Deus faz a cada um de nós o chamado do primeiro amor, Ele conhece todos os teus defeitos, mas sua misericórdia é infinita, Ele só pede uma única coisa, UM CORAÇÃO ADORADOR.
Deus nos abençoe!


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Quaresma: tempo de vencer o combate

Quero começar o falar sobre o significado e como viver a Quaresma com um trecho do sermão de São Leão Magno, Papa: “Meus caros irmãos, entramos na Quaresma, isto é, em uma fidelidade maior ao serviço do Senhor. É como se entrássemos em um combate de santidade. Então preparemos nossas almas para o combate das tentações e saibamos que quanto mais zelosos formos por nossa salvação, mais violentamente seremos atacados por nossos adversários. Mas Aquele que habita em nós é mais forte do que aquele que está contra nós” (Sermão sobre a Quaresma).
Quaresma, além de ser marcada por essa trajetória de caminhada durante quarenta dias, ela representa o período de 40 anos no qual o povo de Deus caminhou no deserto rumo à terra prometida, ou seja, à vida nova. Para o cristão, a Páscoa – Ressurreição do Senhor – é a vida nova prometida.
Quaresma, portanto, é tempo de três realidades: jejum, oração e esmola. Algumas ações concretas devem permear nossa vida durante este período. A vida do cristão deve ser marcada pela volta ao Senhor, isto é, deixar a vida velha de pecado e injustiça e regressar para a salvação, para Deus.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Jovens segundo o coração de Deus

O mundo está sedento de exemplos de coragem e de entrega. De jovens que tenham a coragem de testemunhar a sua alegria em ser de Deus, em ser livres, em se doarem em favor do mundo, sendo um sinal profético de que o Senhor está vivo.
É impressionante como as pessoas se escandalizam e, muitas vezes, repudiam um jovem desejoso de Deus, que reza o terço e vive a castidade. Isso parece incomodá-las muito mais do que os inúmeros que se entregam às drogas e morrem todos os dias pelas ruas e no tráfico. E, infelizmente, vamos percebendo que muitos discursos e pregações direcionados aos jovens vão se tornando cada vez mais medíocres levando-os à dúvida e principalmente a compactuarem com o pecado por não serem bem formados na fé e na santidade.
Diante disso, qual não deve ser o nosso empenho em testemunhar a verdade, em ser sinal de Deus neste mundo, não somente em palavras, mas em um testemunho concreto da verdade de Deus, de relacionamentos sadios e santos, de amizades verdadeiras, de entrega e anúncio da Boa Nova. Jovens alicerçados e apaixonados por Deus, sedentos de fazer a vontade d’Ele custe o que custar, mesmo que lhes custe a própria vida.
Os jovens precisam redescobrir o que é ser livre e feliz. E quem melhor para testemunhar a eles do que outros jovens já encaminhados e bem formados na Palavra e na vivência de Deus? E acima de tudo, tão tocados por Deus que a simples presença deles já nos faça querer beber e experimentar do amor de Deus!
Mas onde estão esses jovens? Como encontrá-los? O que estão fazendo que não estão testemunhando? Bom, eles, na verdade, somos nós, todas as vezes em que nos calamos, que fingimos não ser de Deus, que escondemos nossa fé para não ser julgados, para agradar a todos. Mas almas estão se perdendo, jovens estão morrendo e é de nós que Deus quer se utilizar, somos nós, embora fracos e também pecadores, que, em nome de Jesus, precisamos gritar ao mundo: Jesus Cristo está vivo e quer te fazer feliz!
Tenho certeza de que o seu testemunho corajoso e fiel pode mudar muitas vidas se você tiver a coragem de mostrar quem é Deus e, com sua vida, testemunhar o amor d’Ele pelo mundo, gastando a sua vida, derramando seu suor, abraçando os que ninguém quer abraçar, sendo um jovem segundo o coração de Deus.
Se abrirmos a Palavra em Daniel 3, 1-40, veremos o relato de três jovens que se recusaram a adorar a estátua do rei Nabucodonosor e por causa disso foram condenados a morrer queimados na fornalha. Eles proclamaram com coragem: “Nosso Deus é capaz de nos livrar desta fornalha e mesmo de tua mão. E mesmo se não o fizer, saiba que não renderemos culto a teus deuses e que nenhum de nós adorará a estátua que vós erigiste” (vers. 18). O rei, furioso, mandou que a fornalha fosse acesa com sete vezes mais força e eles fossem lançados para morte. Mas ao serem lançados, caminhavam de pé, na companhia de um anjo que os protegia das chamas e os livrou da morte; eles então puderam dar um testemunho vivo de Deus. Mas muito mais importante que o milagre de suas vidas salvas pelo anjo, foi a coragem de enfrentarem a morte, sem medo, por causa de Deus e, acima de tudo, de manterem sua fé inabalável mesmo que o Senhor não os salvasse.
O mundo está sedento de Deus Pai, os jovens estão sedentos e escravizados, é tempo de enfrentar os desafios e nos tornar o que o Senhor nos chama a ser: Um batalhão de jovens segundo o coração de Deus! Vamos revolucionar o mundo? Deus espera por nós!
“Deus quer restaurar o mundo e a reforma começa em seu coração!” (Beato João Paulo II)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Amar não é fácil

 Se amar fosse fácil, não haveria tanta gente amando mal, nem tanta gente mal-amada.
Se amar fosse fácil, não haveria tanta fome, nem tantas guerras, nem gente sem sobrenome.
Se amar fosse fácil, não haveria crianças nas ruas sem ter ninguém, nem haveria orfanatos, porque as famílias serenas adotariam mais filhos, nem filhos mal concebidos, nem esposas mal-amadas, nem mixês, nem prostitutas. E nunca ninguém negaria o que jurou num altar, nem haveria divórcio, nem desquite, jamais...
Se amar fosse tão fácil, não haveria assaltantes e as mulheres gestantes não tirariam seu feto, nem haveria assassinos, nem preços exorbitantes, nem os que ganham demais, nem os que ganham de menos.

Se amar fosse tão fácil nem soldados haveria, pois ninguém agrediria, no máximo ajudariam no combate ao cão feroz. Mas o amor é sentimento que depende de um 'eu quero', seguido de um 'eu espero'; e a vontade é rebelde, o homem, um egoísta que maximiza seu 'eu' por isso, o amor é difícil.

Jesus Cristo não brincava quando nos mandou amar. E quando morreu, amando, deu a suprema lição. Não se ama por ser fácil, ama-se porque é preciso!
Pe. José Fernandes de Oliveira - Pe. Zezinho, scj
 http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?id=&e=12622

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O que fazer para viver um Natal diferente?

Eu recomendo como uma leitura para refletir e rezar e se preparar para fazer uma boa confissão antes do Natal, limpar a “casa”, preparar a manjedoura do coração para o Menino Deus nascer. Trazer a luz que é Jesus para dentro de nós e iluminar com a Verdade e o Amor todos os cantos de nossa vida. Como nós preparamos a nossa casa, a àrvore de natal e as cidades se enfeitam se enchem de luzes grandes e pequenas. Eu lembro com saudade da àrvore de galhos secos cobertos de algodão e bolas vermelhas e o presépio que minha irmã do meio fazia em nossa casa. Eu preciso me preparar para o Senhor que vem ao nosso encontro, preciso fazer uma “limpeza”, o pecado seria grande se eu não acolhesse ou não soubesse acolher a Sagrada Família. Veja o que o Papa Bento XVI disse no dia da Imaculada Conceição em seu discurso de veneração:

“A única traição de que a Igreja pode e deve ter temor é o pecado de seus membros. Enquanto, de fato, Maria é Imaculada, livre de toda a mácula de pecado, a Igreja é santa, mas, ao mesmo tempo, marcada pelos nossos pecados. Por isso, o Povo de Deus, peregrino no tempo, dirige-se à sua Mãe celeste e pede o seu auxílio; pede-o para que Ela acompanhe o caminho de fé, para que encoraje o empenho de vida cristã e para que seja sustento de esperança”. 
 Neste especial Tempo de graça, Maria Santíssima, Ícone e Modelo da Igreja, deseja introduzir-nos naquela que é a constante atitude do seu Coração Imaculado: a vigilância.
De fato, é na vigilância orante que a Virgem constantemente viveu. Na vigilância recebeu o Anúncio que transformou a história da humanidade. Na vigilância guardou e contemplou mais do que qualquer outro, o Altíssimo que se fazia seu Filho. Na vigilância, informada por um amoroso e grato estupor, deu à luz a própria Luz e, juntamente com São José, fez-se discípula Daquele que dela nasceu. Adorado pelos pastores e sábios, acolhido com exultação pelo velho Simeão e pela profetiza Ana, temido pelos doutores do templo, amado e seguido pelos discípulos, hostilizado e condenado pelo Seu povo. Na vigilância do seu Coração materno, seguiu a Cristo Jesus até a Cruz, onde, na imensa dor do seu coração traspassado, acolheu-nos a todos como seus novos filhos. Na vigilância esperou com firmeza a Ressurreição e foi assunta aos Céus.
Caríssimos amigos, Cristo guarda incessantemente a sua Igreja e a cada um de nós! A Santíssima Mãe de Jesus e nossa é constantemente vigilante e nos guarda! A atitude de vigilância à qual o Senhor nos chama é aquela apaixonada observação do real, que nos conduz a duas direções fundamentais: a memória do nosso encontro com Cristo e do grande mistério de sermos Seus escolhidos, e a abertura à “categoria da possibilidade”. Você já teve seu encontro pessoal com Cristo?
De fato, a Virgem Maria “fazia memória”, ou seja, continuamente revivia no seu coração, o quanto Deus operou no seu ser e, na certeza desta realidade, vivia o ministério de ser Mãe do Altíssimo. O Coração Imaculado de Maria era constantemente disponível e aberto ao “possível”, a concretização da amorosa Vontade de Deus nas circunstâncias quotidianas e nas mais inesperadas. Também hoje, do Céu, a Virgem Maria guarda-nos na memória viva de Cristo e nos abre de par em par à possibilidade da divina Misericórdia.
Queridos irmãos, peçamos a Ela que nos dê um coração que seja capaz de reviver o Advento de Cristo na nossa própria vida, que seja capaz de contemplar o modo em que o Filho de Deus, no dia do nosso Batismo, (do nosso sim), de forma radical e definitiva, marcou toda a nossa existência, imergindo-a no Seu Coração sacerdotal, e como Ele nos renova quotidianamente, na Celebração Eucarística, transfiguração da nossa vida no Advento de Cristo pela humanidade.
Enfim, peçamos um coração atento e capaz de reconhecer os sinais do Advento de Jesus na vida de cada homem e, de modo particular, na vida dos jovens a nós confiados: os sinais daquele especialíssimo Advento, que é a Vocação a santidade. A Bem-Aventurada Virgem Maria, Rainha dos Apóstolos obtenha àqueles que lhe pedem humildemente, a paternidade sacerdotal necessária para acompanhar os jovens no alegre e entusiasmante seguimento de Cristo.
No “sim” da Anunciação somos encorajados à coerência com o “sim” da nossa vocação. Na visita a Santa Isabel somos chamados a viver a intimidade divina para levar a presença aos demais e para traduzi-la num jubiloso serviço sem limites de tempo e de lugar. Ao contemplar a Santíssima Mãe que envolve em faixas o Menino Jesus, e O adora, aprendemos a tratar com inefável amor a Santíssima Eucaristia. Ao “guardar tudo no próprio coração”, aprendemos de Maria a dirigirmo-nos ao Único necessário.
Mensagem do Prefeito da Congregação para o Clero O Cardeal Mauro Piacenza por ocasião do Advento de 2011

Quando você visitar um dia à Terra Santa, principalmente a linda cidade de Belém a 10 km de Jerusalém, onde aconteceu o Mistério da encarnação, antes de entrar na Basílica da Natividade que foi construída sobre a gruta onde Jesus nasceu nos deparamos com a “Porta da Humildade”. É preciso curvar-se para adentrar no Mistério. Para entrar na Basílica, é preciso se curvar e passar por uma pequena entrada de 1,20 m de altura. Essa entrada chama-se Porta da Humildade. Vamos lembrar um pouco o porquê José e Maria, que estava grávida, tiveram que ir para Belém:
Palavra de Deus: Naqueles dias, saiu um decreto do imperador Augusto mandando fazer o recenseamento de toda a terra — o primeiro recenseamento, feito quando Quirino era governador da Síria. Todos iam registrar-se, cada um na sua cidade. Também José, que era da família e da descendência de Davi, subiu da cidade de Nazaré, na Galiléia, à cidade de Davi, chamada Belém, na Judéia, para registrar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida. Quando estavam ali, chegou o tempo do parto. Ela deu à luz o seu filho primogênito, envolveu-o em faixas e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria. (Cf. Lucas 2, 1-7).
A Palavra humildade vem do latim húmus, sempre perto do chão, da terra, aquele que não é elevado, não esta acima dos outros, não se ostenta ou que desceu a nossa condição. Os primeiros a viver o caminho e passar pela porta da humildade foram José e Maria e por excelência Jesus: “Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens” (cf. Fl 2,6-7). É preciso curvar-se, fazer o exercício da humildade para entender como que um Deus tão grande quis salvar toda a humanidade nascendo em condições tão pobres e pequenas. Um Amor imenso se faz tão pequeno, assume toda nossa vida para que mergulhemos na grandeza do seu Mistério de salvação.
Atitudes concretas deste retiro: faça um bom exame de consciência e busque a confissão; dê o passo para viver reconciliado com todos, busque e dê o perdão; lembre-se neste tempo de grande consumismo que existem pessoas que não terão ceia de Natal e muito menos presentes; outras pessoas em asilos e hospitais precisam do presente de uma visita que leve Jesus para elas; seja o papai Noel para alguém que jamais esperaria ganhar algo de você. Expresse a sua fé, anuncie com a vida e com palavras que Deus conosco, Jesus nasceu para nos salvar.
E não esqueça de levar para sua festa, sua ceia de Natal o aniversariante, reze, junte sua família ao redor do Deus menino. Vá a Missa do Galo ou a Santa Missa de Natal no dia 25.
Oração: Ó Deus onipotente dai ao vosso povo esperar vigilante a chegada do vosso Filho, para que, instruídos pelo próprio Salvador, corramos ao seu encontro com nossas lâmpadas acesas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
 Padre Luizinho, Com. Canção Nova.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Tempo de crescer

Crê em Deus, e ele cuidará de ti; espera nele, e dirigirá os teus caminhos; conserva seu temor, e nele permanece até à velhice (…).” (Eclo 2,1-6)

Ao acalmar a tempestade, Ele se direciona para os discípulos e ali mesmo proporciona a eles uma formação. Faz uma pergunta: “Por que sois tão medroso?”
O medo nasce automaticamente no coração de quem se vê sozinho, desamparado, e se sente “órfão do Pai do céu”. Aqueles discípulos estavam apavorados porque ainda não haviam encontrado Jesus na parte de trás do barco. Eles até sabiam “teoricamente” da presença de Jesus no barco, mas, de fato, precisavam fazer uma experiência da presença ativa de Jesus e do seu Senhorio em suas vidas. É incompreensível que ainda hoje muitos cristãos vivam sua fé apenas na teoria, sem ter um encontro pessoal com Jesus, que pode sustentá-los no tempo de tribulação.
Para o cristão, a passagem pela tribulação é uma oportunidade de vivenciar uma conversão pessoal, a partir de um esvaziamento de si mesmo (processo kenótico), para estar cheio de Deus. Aprender a lidar com as tribulações e sofrimentos é um credenciamento necessário para o seguimento de Cristo. Ele disse: “Se alguém que vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia e siga-me” (Lc 9,23). Trata-se de uma exigência do Senhor para os que querem segui-Lo; e Ele não abre exceção para ninguém, “Quem não carrega sua cruz e não caminha após mim, não pode ser meus discípulo”(Lc 14,27). Jesus não fez propaganda enganosa de um “cristianismo light e frouxo”, e sim deixou claro que deveríamos tomar a cruz a cada dia; aquela cruz que tantas vezes é motivo de reclamação, mas que Ele mesmo avisou que existiria. Perceba que os ensinamentos de Jesus são válidos até hoje para mim e para você. Ele não enganou ninguém a respeito das exigências necessárias para ser um discípulo, um verdadeiro cristão.
É admirável a capacidade de sacrifício voluntário de tantas pessoas que possuem o objetivo de ganhar uma corrida, uma partida de futebol , um concurso de beleza, não medindo esforços para isso. Entretanto, quando esse mesmo empenho é exigido na sua fé, as desculpas sempre aparecem, e ainda há quem diga que muita dedicação é sinal de fanatismo, o que nunca é dito quando se trata de novelas, barzinhos, jogos, Internet, carros, cosméticos e tantas outras coisas. Jesus, porém, proporcionou aos Seus discípulos segurança para o enfrentamento dessas realidades tão exigentes.
Um das frases mais repetidas por Jesus aos Seus discípulos, quando lhes ministrava um ensinamento, foi: “Não tenhais medo”. Foi assim que Jesus exortou Pedro a ter coragem de caminhar sobre as águas do mar em tempestade:
“Quando os discípulos o viram andando sobre o mar, ficaram apavorados e disseram: “É um fantasma!” E gritaram de medo. Mas Jesus logo lhes falou: “Coragem! Sou eu, não tenhais medo!” (Mt, 14,26).


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Advento, a realização e confirmação da Aliança

Começamos novo Ano Litúrgico e um novo ciclo da liturgia com o Advento, tempo de preparação para o nascimento de Jesus Cristo no Natal. É hora de renovação das esperanças, com a advertência do próprio Cristo, quando diz: “Vigiai!”, para não sermos surpreendidos.
A chegada do Natal, preparado pelo ciclo do Advento, é a realização e confirmação da Aliança anunciada no passado pelos profetas. É a Aliança do amor realizada plenamente em Jesus Cristo e na vida de todos aqueles que praticam a justiça e confiam na Palavra de Deus.
Estamos em tempo de educação de nossa fé, quando Deus se apresenta como oleiro, que trabalha o barro, dando a ele formas diversas. Nós somos como argila, que deve ser transformada conforme a vontade do oleiro. É a ação de Deus em nossa vida, transformando-a de Seu jeito.
Neste caminho de mudanças, Deus nos deu diversos dons conforme as possibilidades de cada um. E somos conduzidos pelas exigências da Palavra de Deus. É uma trajetória que passa pela fidelidade ao Todo-poderoso e ao próximo, porque ninguém ama a Deus não amando também o seu irmão.
O Advento é convocação para a vigilância. A vida pode ser cheia de surpresas e a morte chegar quando não esperamos. Por isso é muito importante estar diuturnamente acordado e preparado, conseguindo distanciar-se das propostas de um mundo totalmente afastado de Deus.
Outro fato é não desanimar diante dos tipos de dificuldades e de motivações que aparecem diante nós. Estamos numa cultura de disputa por poder, de ocupar os primeiros lugares sem ser vigilantes na prestação de serviço. Quem serve, disse Jesus, é “servo vigilante”.
Confiar significa ter a sensação de não estar abandonado por Deus. Com isso, no Advento vamos sendo moldados para acolher Jesus no Natal como verdadeiro Deus. Aquele que nos convoca a abandonar o egoísmo e seguir Jesus Cristo.
Preparar-se para o Natal já é ter a sensação das festas de fim de ano. Não sejamos enganados pelas propostas atraentes do consumismo. O foco principal é Jesus Cristo como ação divina em todo o mundo.

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